Veteranos fazem trote em calouros de Universidade com simulação de sexo e causam revolta - Baixada Viva Notícias

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Veteranos fazem trote em calouros de Universidade com simulação de sexo e causam revolta

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Alunos do curso de Odontologia da Unoesc (Universidade do Oeste de Santa Catarina) em Joaçaba (SC) simularam cenas de sexo durante trote nesta quarta-feira (13).

Calouros foram filmados e fotografados na rua, cercados por dezenas de veteranos, e suas fotos foram postadas nas redes sociais.

Depois da reação de estudantes e da comunidade, a universidade informou, em nota, que "não compactua com trotes violentos e/ou humilhantes" e disse que tomaria providências administrativas em relação aos organizadores do episódio.

Alunos se queixaram de que a situação se repete ano a ano, e que os responsáveis nunca são punidos.

A Unoesc informou que uma portaria da instituição incentiva a prática de trotes educativos e solidários, e orientou que os calouros que se sentiram ofendidos ou intimidados contatem a coordenação do curso.

O DCE (Diretório Central dos Estudantes) lamentou o trote, e disse que, caso o episódio se repita, irá penalizar os alunos envolvidos com a exclusão de eventos organizados pelo diretório. "Somos contra o trote coercitivo, humilhante, abusivo e, principalmente, com teores machistas", informou.

INVESTIGAÇÃO

O Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito no início do mês para investigar o trote aplicado por veteranos do curso de medicina da Unifran (Universidade de Franca), no qual calouras tiveram que jurar "nunca recusar uma tentativa de coito de um veterano".

O caso é investigado pela Promotoria de Justiça de Franca, cidade a cerca de 400 km de São Paulo.

Durante o trote, as universitárias, ajoelhadas e com o corpo pintado, também foram coagidas a dizer que nunca entregariam o corpo "a nenhum invejoso, burro, brocha, filho da puta da odonto ou da Facef" e se submeteriam "totalmente à vontade dos meus veteranos".

O episódio foi criticado por grupos como o Conselho Municipal da Condição Feminina de Franca e a própria atlética da medicina da Unifran.

A subseção de Franca da Ordem dos Advogados do Brasil também se manifestou sobre o caso. 


Afirmou, em nota, que repudia "qualquer ato de violência física, moral ou psicológica" contra novos alunos e que pedirá às autoridades locais que investiguem "eventuais responsabilidades" relacionadas ao trote.

Após a repercussão do caso nas redes sociais, a associação atlética acadêmica do curso de medicina da Unifran afirmou que condena as atitudes discriminatórias e que medidas serão tomadas. 



"Reconhecemos o cunho ofensivo do discurso feito, o qual não possui autoria das entidades estudantis."

Disse ainda que se propõe a "reformular o juramento" e pediu desculpas a "todos que se sentiram ofendidos".

Já a universidade informou que "os responsáveis pelos atos estão sendo identificados e serão penalizados".

As penalidades, previstas no regimento geral da instituição, vão de advertência até expulsão.


Via Notícias ao minuto


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