Garoto desaparecido no RJ vai passar tempo com a família biológica; entenda o motivo do desaparecimento - Baixada Viva Notícias

Responsivo após foto post

Garoto desaparecido no RJ vai passar tempo com a família biológica; entenda o motivo do desaparecimento

Compartilhe
O menino Matheus Rocha Borges, de 13 anos, e seus irmãos biológicos compareceram à DDPA para avisar do aparecimento do adolescente e dar depoimento sobre o motivo do menino ter fugido de casa Foto: Gilberto Porcidonio

Visivelmente cansadas mas com uma clara sensação de alívio, as famílias do menino Matheus Rocha Borges — a biológica e a adotiva — enfim encontraram tempo para descansar nesta sexta-feira. 

Após o garoto de 13 anos ser encontrado na Taquara, Zona Oeste do Rio, após ter desaparecido no Andaraí, na Zona Norte, onde mora com a família adotiva, o menino foi levado pelos dois núcleos familiares à Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), na Cidade da Polícia, para dar encerramento ao caso.

Matheus estava desaparecido desde as 18h30 da última terça-feira, quando fugiu de casa. 

Seu objetivo era atravessar a cidade e reencontrar seus irmãos que não via desde que foi adotado há três anos. 

O adolescente acertou o bairro em que se viram pela última vez, mas foi na casa antiga de seus irmãos e não os encontrou. 

Foram os vizinhos que informaram a um dos irmãos de Matheus, Caio Bráz, de 33 anos, que o “Messias” estava no bairro procurando por eles. Mas quem é “Messias”?

— Esse é o nome original do meu irmão antes de ser registrado como Matheus. Nós só o chamamos assim. Chegamos até a tentar adotá-lo, só que não conseguimos. 

Passamos três anos procuramos ele para saber onde é que ele estava, pois não nos informaram que ele tinha sido adotado, só que não conseguimos nenhum contato. 

Só conseguimos agora que ele teve essa crise e resolveu procurar a gente — disse Caio.

No momento, Matheus vai ficar com os irmãos biológicos por dez dias até retornar ao Andaraí onde mora com a bibliotecária Claudia de Oliveira Borges, de 49 anos, e a professora universitária Simone da Rocha, de 55, a sua família adotiva. 

As famílias estão combinando que o menino vai ver seus irmãos com mais frequência.

Fuga aos 10 anos e sonho de ser jogador de futebol

Esta não é a primeira fuga do garoto. Aos 10 anos, antes da adoção, ele fugiu de um abrigo em que estava em Marechal Hermes para ir à casa de uma irmã mais velha no mesmo bairro. 

Ao ser encontrado, precisou voltar ao abrigo. Matheus e os irmãos, que são oriundos de Mesquita, na Baixada Fluminense, foi parar em orfanatos após a mãe biológica, Ana Lucia Tavares, perder a guarda de seus filhos, há quatro anos, por abandono de incapaz.

Segundo outra irmã de Matheus, Vanessa Braz, de 21 anos, a mãe teve problemas psicológicos desde que o pai deles, Marcelo da Silva Tavares, morreu há quatro anos. 

De acordo com os irmãos, a mãe, atualmente, vive um relacionamento abusivo com o atual companheiro e já sofreu violência doméstica. 

Por isso, os filhos se distanciaram após inúmeras tentativas de ajuda.

— Pelo o que a gente viu, o Matheus e outro irmão nosso, o Felipe, que também foi adotado pela mesma mãe, estão sendo muito bem cuidados. Estão estudando em um bom colégio, fazem atividades, e a gente fica alegre com isso e de saber onde é que ele está, pois o abrigo tirou o vínculo deles com a gente — disse o irmão.

Matheus, ou Messias como prefere ser chamado pelos irmãos, costuma ser falante com a família e os amigos e estuda o quinto ano do colégio Colégio Nossa Senhora da Misericórdia, na Tijuca. 

O jovem jura que gosta de praticamente todas as matérias, porém, o seu sonho mesmo é seguir os passos de seus ídolo do Flamengo, Bruno Henrique. 

A paixão pela futebol se deu até na delegacia, onde compareceu com uma camisa da Seleção dada pelo seu irmão.

— O Bruno tem raça e talento, gosto muito dele. Cheguei a jogar na escolinha do Grêmio, perto da Tijuca, e também na do Flamengo, onde era atacante, mas parei há um ano — lembra o adolescente que tem uma boa memória visual:

— Todo caminho que eu vou alguma vez, eu guardo na memória. Eu não esqueço nunca. Foi assim que cheguei na Taquara. Peguei uma mochila e botei água, dez reais para a passagem e fui — relembra Matheus.


Fonte: Extra

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Responsivo final texto

Pages