Prefeitura do Rio autoriza a venda de churrasquinho nas ruas - Baixada Viva Notícias

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Prefeitura do Rio autoriza a venda de churrasquinho nas ruas

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Churrasquinho no espeto é uma espécie de tradição no Rio de Janeiro - Foto: Marcos de Paula/Prefeitura do Rio

Um dos mais tradicionais ”aperitivos” do cidadão carioca teve uma ótima notícia nesta terça-feira (07/01). 

O prefeito Marcelo Crivella assinou decreto que regulamenta a venda, estabelece locais adequados e garante o cumprimento de normas sanitárias para a comercialização do famoso churrasquinho no espeto vendido nas ruas do Rio de Janeiro.

Os vendedores deverão ter autorização da Secretaria Municipal de Fazenda (SMF) para trabalhar e precisarão fazer cursos de manipulação de alimentos, oferecidos gratuitamente pela Vigilância Sanitária. Pelo menos 150 churrasqueiros de rua serão beneficiados de imediato, com autorização para a atividade.

”Agora, essa atividade, que o carioca tanto aprecia, está regulamentada e oficializada. Pedimos o respeito de toda a sociedade com ela. O churrasquinho é gostoso, é tradicional”, disse Crivella, durante a solenidade de assinatura do decreto, no Palácio da Cidade, em Botafogo.

As determinações da Prefeitura atendem à lei 5.998/2015, que autoriza a venda de churrasquinho nas ruas e precisava de regras complementares. 

O subsecretário de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano – órgão vinculado à Secretaria Municipal de Fazenda -, Carlos Guerra, ressaltou que as normas de fiscalização sanitária já eram exigidas no dia a dia.

”Vamos intensificar a fiscalização. E cobrar mais em questões relacionadas ao respeito ao espaço público; ao uso dos equipamentos exigidos no decreto; aos cursos que os vendedores terão de fazer para trabalhar; e à não ocupação de areias das praias e espaços além do permitido nas calçadas. 

O churrasquinho faz parte do folclore urbano, da confraternização e do lazer, mas precisa ser ordenado”, lembrou Guerra.

Luiz Ribeiro de Carvalho e a esposa, Elaine Ferreira, vendem churrasquinhos na Rua Medina, no Méier, na Zona Norte, há 15 anos.

”Esse decreto valoriza nossa atividade. É com ela que sustentamos a casa e criamos nossa filha (Maria Vitória, de 7 anos)”, disse Luiz.

”Chega de correr de fiscais e perder mercadorias”, completou Elaine.

O decreto estipula que os equipamentos deverão ocupar uma área máxima de 4 metros quadrados e não poderão ser instalados a menos de cem metros de lanchonetes, bares, restaurantes e estabelecimentos similares. 

A instalação de mesas e cadeiras é proibida. Os pontos de venda deverão ainda expor, de forma visível e facilmente legível, tabela com a relação dos produtos vendidos e os respectivos preços.




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