Trabalhador da Cedae passa mal e desmaia após inalar pó de carvão lançado no Guandu - Baixada Viva Notícias

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Trabalhador da Cedae passa mal e desmaia após inalar pó de carvão lançado no Guandu

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Apenado que trabalha na Cedae passa mal ao inalar pór de carvão ativado Foto: Divulgação / Divulgação

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento e Meio Ambiente do Rio (Sintsama/RJ), Humberto Lemos, acusa a Cedae de oferecer condições precárias de trabaho no lançamento de carvão ativado no sistema Guandu. 

Um vídeo divulgado pela entidade mostra um presidiário, que trabalha na empresa por meio de convênio com a Fundação Santa Cabrini, caído ao solo desmaiado. 

Segundo o sindicato, o trabalhador sofreu uma parada respiratório e desmaiou após sucessivos lançamentos de carvão ativado no sistema Guandu. 

O trabalho está sendo feito por funcionários da Cedae e apenados. 

“Trabalhadores da Cedae e conveniados da Santa Cabrini estão trabalhando em condições desumanas na ETA (Estação de Tratamento de Água) Guandu, no despejo manual do tal carvão ativado na máquina que faz a mistura do carvão na água. 

Um trabalhador conveniado acaba de desmaiar aqui no setor, por problemas respiratórios, devido ao pó de carvão que sobe no momento do despejo manual e os trabalhadores involuntariamente inalam. Carregam sacos de 25kg e despejam o produto sem proteção adequada. 

O Guandu virou uma Fortaleza, é difícil. Infelizmente, acho que a ETA se perdeu com a demissão em massa de 54 técnicos sob a alegação de terem altos salários - denunciou o presidente do Sintsama, Humberto Lemos. 

A pneumologista Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), comentou que, embora não tenha conhecimento sobre a composição do carvão ativado, qualquer substância química inalada, do ponto de vista respiratório, pode causar problemas à saúde. 

- Qualquer substância química inalada com exposição ambiental pode causar danos ao sistema respiratório. Isso também depende do conteúdo do produto e das condições de saúde da pessoa. 

Se ela tiver enfisema pulmonar, asma, entre outras enfermidades relativas ao pulmão, essa exposição pode ativar uma hiperreatividade ou hiper sensibilidade brônquia. O terceiro fator importante é o tempo de exposição - comentou a Margareth. 

No vídeo, um homem aparece ao lado de outros presidiários e de funcionários da Cedae ao lado do vítima caída ao solo.

"Nós estamos trabalhando nessas condições. O irmão passou mal. Outro também. Eu estou aqui. Essa aqui é a roupa que estamos usando. 

Estamos trabalhando assim (neste momento, o vídeo mostra um presidiário com roupas normais da Fundação Santa Cabrini com uma pequena máscara numa das mãos). O carvão vem na nossa cara. 

O irmão deitado aí, passou mal e caiu. E ninguém está socorrendo o irmão", diz o homem no vídeo, que mostra roupas diferencidas para os funcionários da Cedae.

Por meio de nota a Cedae informou que o trabalhador que passou mal não estava se sentindo bem antes mesmo de começar a trabalhar e não relatou isso a seus supervisores. 

“Os trabalhadores envolvidos na aplicação do carvão ativado estão utilizando o equipamento de proteção individual - recomendado pela empresa que presta o serviço. 

No caso mencionado, o trabalhador que aparece na imagem não estava se sentindo bem mesmo antes do expediente e não relatou o fato. Após realizar atividade que exige esforço, sentiu-se mal e recebeu todo o suporte da companhia. 

Cabe informar que a utilização do carvão ativado não tem relação com o fato ocorrido, inclusive, o produto é utilizado em outras estações de tratamento de água do Brasil, e está presente também em filtros residenciais”, informou a empresa. 

A Cedae informou também que devido à emergência a compra de carvão foi feita de forma com que tenha sido necessário o trabalho manual. E que isso será a partir desta semana. 

“Devido à quantidade de carvão ativado necessária para atender à vazão da ETA Guandu, não havia no mercado brasileiro empresa que pudesse fornecer a pronta entrega todo o volume em 'bags' de 500 kg cada. 

Para atuar com a agilidade que o momento exige, a Cedae recebeu uma parte do produto em sacos menores e, com isso, parte da carga precisou ser descarregada por empilhadeira com suporte manual. 

A partir desta semana serão recebidas apenas as 'bags', que não exigem trabalho manual, sendo a operação 100% automatizada. 

Vale informar que os funcionários receberam equipamentos de proteção individual, conforme orientação da empresa que está no local oferecendo treinamento para operar o sistema”, disse a Cedae. 





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