Deam de Caxias investiga divulgação de vídeos que expõem centenas de mulheres e menores de idade da região - Baixada Viva Notícias

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Deam de Caxias investiga divulgação de vídeos que expõem centenas de mulheres e menores de idade da região

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Deam de Caxias está investigando autoria de vídeos com as mulheres Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo



Primeiro, veio o choque. Depois, a tristeza e a indignação. Centenas de mulheres na Baixada Fluminense tiveram suas imagens expostas em vídeos que circulam na internet com a letra de um funk intitulado “Dá para velho”. 


Usando expressões de baixo calão, o material — que começou a circular no fim de fevereiro — se refere a jovens que se relacionam com homens mais velhos.

— Me senti péssima. Não acho justo. Eu, uma pessoa casada, que trabalha durante a semana em uma empresa e faz bico nos fins de semana, ser exposta dessa forma. 

Acho que nem as mulheres que fazem isso (se relacionam com homens mais velhos) deveriam ser expostas. 


É uma pessoa com muita falta do que fazer e sem amor no coração. 

Espero que apareça o culpado — lamentou X., uma das vítimas de Duque de Caxias.

Segundo a delegada Fernanda Fernandes, titular da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), três suspeitos já foram identificados, mas é importante que as vítimas procurem a delegacia:

— São dezenas de vídeos. Cada um deles tem mais mulheres diferentes, inclusive menores. Uma estimativa de 300 vítimas. 

Destas, 60 chegaram a ser identificadas, mas desistiram por medo. Só oito fizeram o registro de ocorrência.

As vítimas são do bairro Olavo Bilac, em Duque de Caxias, e da Praia de Mauá, em Magé. 

A polícia vai pedir a quebra do sigilo dos perfis dos suspeitos de propagar os vídeos na internet.

As mulheres contaram que a repercussão da divulgação das imagens afetou relações profissionais e pessoais. X. diz que teve problemas de desentendimento com o marido. 


Outra vítima, menor de idade, tem vergonha de sair de casa. Já R. soube do vídeo em que aparece por meio de um amigo do trabalho, que viu soube do funk num grupo do Facebook. 

Depois, o primo lhe encaminhou o vídeo que recebeu no grupo do quartel.

— Fiquei indignada e com a sensação de impunidade, pois tinha certeza de que não iria dar em nada. 

Para mim, o pior foi quando todos do meu trabalho tiveram acesso ao vídeo. 

Os responsáveis por isso não sabem o mal que fizeram. Meu filho tem 12 anos e voltou para casa chorando porque seus amiguinhos estavam zoando ele na rua — disse, emocionada, R., que afirma ainda sentir vergonha de sua imagem compartilhada:


— Eu tenho vergonha até hoje. Meus amigos falam que não devo sentir isso porque todos sabem da minha índole, do quanto eu trabalho, mas para mim isso é maldade com quem trabalha o dia inteiro para ter um sustento na vida.

A delegada Fernanda Fernandes afirmou que os suspeitos vão responder pelos crimes de difamação e associação criminosa.

— Queremos identificar quem gravou, divulgou e compartilhou. Um só indivíduo não traria tamanha repercussão em várias mídias sociais distintas, como Facebook, Twitter e WhatsApp. 

Há indícios de que várias pessoas se uniram para expor essas vítimas — explicou a delegada, ressaltando a complexidade da investigação:

— As provas são voláteis, portanto temos que solicitar a preservação antes das medidas cautelares.



Fonte: Extra




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