Baixada Fluminense recebe contêiner frigorífico para armazenar corpos de vítimas e cemitérios passam por desinfecção - Baixada Viva Notícias

Responsivo após foto post

Baixada Fluminense recebe contêiner frigorífico para armazenar corpos de vítimas e cemitérios passam por desinfecção

Compartilhe
Contêiner tem capacidade para guardar até 30 corpos Foto: Guito Moreto / Extra


Destino final para algumas das 97 vítimas que morreram e foram sepultadas durante a pandemia de coronavírus na Baixada Fluminense conforme números atualizados na quinta-feira pela Secretaria estadual de Saúde, os cemitérios da região passaram a receber cuidados para evitar a disseminação da doença. 

Em Nilópolis e Mesquita, já estão sendo higienizadas com produtos químicos, áreas comuns, como capelas, salas de velório, recepção e até banheiros. 

Em Duque de Caxias, município que somava 40 mortes, a prevenção passa, além da limpeza, pelo uso de um contêiner com câmara frigorífica. Instalado ao lado do Instituto Médico Legal da cidade, ele é utilizado para conservar corpos de mortos com suspeita de Covid-19 até que os cadáveres sejam retirados para os respectivos enterros.

De acordo com a concessionária AG-R, responsável pelos sepultamentos na cidade, a câmara frigorífica, cuja instalação custou R$ 35 mil, pode receber simultaneamente até 30 corpos. 

O objetivo é evitar o contágio de funcionários e parentes das vítimas. 

A AG-R adiantou ainda que, caso seja necessário, poderá providenciar mais três câmaras frigoríficas.

Em Nilópolis, a desinfecção de cemitérios começou a ser feita na última quinzena de março. 

No município, homens da Defesa Civil e de uma equipe de dedetização são os responsáveis pela aplicação de quaternário de amônia de quinta geração nas dependências do Cemitério de Olinda. 

Para aplicar o produto, usam roupas especiais e máscaras. 

Segundo o município, a substância age como uma película responsável por eliminar micro-organismos.

Sanitização do Cemitério de Olinda feita pela Prefeitura de Nilópolis Foto: Divulgação / Prefeitura de Nilópolis

— A higienização da cidade conta com um dia específico para o cemitério. Tomamos esta medida de prevenção pois lá é uma área de grande circulação de pessoas — explicou o prefeito, Farid Abrahão.

Já em Mesquita, na última quarta-feira, equipes da Vigilância Ambiental iniciaram a higienização dos dois cemitérios da cidade. 

Segundo o município, a limpeza foi feita por equipe de seis pessoas com uma solução à base de cloro e água sanitária. 

O produto também foi utilizado na desinfecção de praças, pontos de ônibus e espaço externo de estações ferroviárias da cidade.

A higienização dos cemitérios, com o objetivo de evitar a disseminação do coronavírus, também deverá ser adotada por outras cidades da Baixada Fluminense, onde, até ontem, havia um total de 995 casos confirmados da doença.

Em Belford Roxo, a prefeitura providenciou ontem a desinfecção do Cemitério da Solidão, com hipoclorito e detergente. 

Em Nova Iguaçu, a assessoria de imprensa do município informou que, num primeiro momento, está sendo feita a higienização de áreas prioritárias, como dependências do Hospital Geral de Nova Iguaçu e da Maternidade municipal Mariana Bulhões, além de áreas públicas de grande circulação. 

A prefeitura adiantou que, em breve, a higienização dos cemitérios entrará no cronograma da Superintendência de Vigilância Ambiental, órgão responsável pela execução do trabalho.


Cuidados no cemitério de Belford Roxo Foto: Divulgação / Prefeitura de Belford Roxo


Já a Prefeitura de Queimados informou que a Secretaria municipal de saúde deu início ao processo de compra de material que será utilizado na higienização de prédios e endereços públicos, incluindo os cemitérios. 

Já em São João de Meriti ainda não há previsão para a implantação da desinfecção dos cemitérios.

Mais mortes

Estatísticas do portal da transparência de registros cartorários revelam que, em março, 1.969 atestados de óbito foram emitidos nos 13 municípios da Baixada Fluminense, contra 1.928 do mesmo período do ano passado. 

Ainda não se sabe se as mortes registradas por Covid-19 na região (97, segundo o boletim da Secretaria estadual de Saúde de quarta-feira) apresentaram algum reflexo neste aumento.

Isoladamente, Nova Iguaçu teve um acréscimo de 24% na emissão de atestados de óbito no período comparado. 

A cidade tinha até anteontem 18 mortes por coronavírus. 

Itaguaí, onde três pessoas morreram por conta doença até quarta, teve um acréscimo de 38%. 

Em Mesquita, o salto na expedição de atestados de óbito foi de 28%. 

Já em Duque de Caxias, segundo a concessionária AG-R, em março último, foi registrado um aumento de 37% no número de sepultamentos em comparação com o mesmo período de 2019.



Fonte: Jornal Extra

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Responsivo final texto

Pages