Moradores de Nova Iguaçu são atraídos para emboscada e mortos no Jacarezinho - Baixada Viva Notícias

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Moradores de Nova Iguaçu são atraídos para emboscada e mortos no Jacarezinho

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A Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) concluiu esta semana a investigação sobre o desaparecimento de Renato Garcia de Lima, de 43 anos, e Leonardo Alcântara Hilario, de 30, ocorrido em 12 de agosto do ano passado. 





Segundo as investigações, os dois, que trabalhavam com a instalação de câmeras de segurança, foram atraídos por traficantes com a desculpa de fazer um serviço na Favela do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, julgados por um tribunal do tráfico e executados. 



Os bandidos assassinaram Renato por supor que ele tivesse ligação com milicianos em Nova Iguaçu, na Baixada, o que não tem qualquer comprovação.

Leonardo foi morto apenas porque acompanhava o colega de trabalho.



De acordo com as investigações, Leonardo e Renato estavam trabalhando juntos há um mês. 

O primeiro ficaria encarregado do serviço de instalação de câmeras e portões automáticos. Renato era encarregado dos contatos com clientes.

No dia do crime, Leonardo teria recebido um áudio encomendando um serviço dentro do Jacarezinho: a instalação de câmeras por toda a comunidade. Renato encontrou o sócio em casa e os dois foram para a favela. 

Às 11h40, Leonardo ligou para a mulher e contou sobre o serviço. Foi a última vez que ela falou com o marido.

Na noite do mesmo dia, a mulher do técnico foi chamada pela sogra para ir à sua casa. Lá, já estavam a mulher de Renato e amigos da dupla.



O carro que Renato alugava para o trabalho de instalação de câmeras foi rastreado pelo proprietário do veículo como estando dentro do Jacarezinho.

Preocupados, parentes de Leonardo entraram no Jacarezinho naquela noite. Não encontraram o veículo usado pelo rapaz, mas esbarraram com um adolescente numa boca de fumo. 

Ele confirmou ter ouvido que dois homens haviam sido pegos pelos traficantes mais cedo, e sugeriu que os parentes voltassem no dia seguinte, “porque era comum que o plantão da noite não soubesse o que ocorria no plantão da manhã e vice-versa”.

A família fez buscas em hospitais durante a madrugada. Ainda havia esperança de encontrar Leonardo vivo, porque circulavam informações nas redes sociais de que ele estaria bem e seria libertado; Renato, porém, já estava morto.



Como o marido não aparecia, a mulher de Leonardo foi à Cidade da Polícia, perto do Jacarezinho, fazer o registro de desaparecimento do técnico na DDPA. A família de Renato, mesmo chamada a registrar o caso na especializada, nunca compareceu à delegacia.



A delegada Elen Souto, titular da DDPA, pediu a prisão preventiva de seis suspeitos de participação nos homicídios. Todos, segundo a polícia, têm envolvimento com o tráfico no Jacarezinho. 

Segundo os investigadores da especializada, apenas parte do corpo de Renato Garcia, que era conhecido como Napor, apareceu esquartejado, com diversas marcas de tiros e as mãos amarradas, boiando na Baía de Guanabara em 21 de agosto de 2019. Os restos mortais de Leonardo nunca foram encontrados.

Segundo uma informação recebida pelo Disque-Denúncia (2253-1177) que consta do inquérito, teria morrido porque os traficantes encontraram em seu bolso um esquema de monitoramento do Jacarezinho.

A delegada Elen Souto pede que a população do Jacarezinho ajude a polícia denunciando onde seria a localidade onde pode está o corpo de Leonardo. O anonimato é garantido:

— Esse foi um crime brutal e cruel sem direito de defesa das vítimas. Todos os autores dessa barbaridade já estão identificados e indiciados. 

Agora, pedimos a ajuda da população: que os moradores daquela comunidade denunciem e nos digam onde possa estar o corpo do segundo rapaz (Leonardo). 

Neste momento, nos valemos da população para ajudar na localização dos restos mortais da vítima., disse Elen Souto.




Via Extra


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