Sem trabalho, jovens mageenses recorrem à prostituição - Baixada Viva Notícias

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Sem trabalho, jovens mageenses recorrem à prostituição

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Sem empregos e perspectivas de trabalho e renda, moradoras da cidade de Magé, na Baixada Fluminense vão recorrendo à prostituição para sobreviver, algumas com filhos pequenos para criar, elas acabam recorrendo à prática mais antiga da humanidade: 

vender o próprio corpo em troca de dinheiro para o seu sustento e de outros.


ADOLESCENTES TAMBÉM VENDEM O CORPO PARA SUSTENTAR VÍCIOS COM DROGAS

Algumas adolescentes acabam se prostituindo não por ter de sustentar à família, mas ao próprio vício de drogas pesadas. 

Algumas acabam embarcando em Caminhões e Carros de Passeio nas beiras das pistas, algo que acontece com frequência nas noites do Primeiro e Sexto Distritos da cidade de Magé.

CIDADE NÃO TEM FEITO UM TRABALHO DE PREVENÇÃO


O Município não possui um trabalho focado nesse tipo de situação, não existe um programa por exemplo que identifique essas mulheres e meninas, que possam qualifica-las para empreendedorismo, como cursos e qualificação. 

Não existe um programa de apoio, que efetivamente funcione na cidade de Magé.

PROSTITUIÇÃO DE TRANSSEXUAIS TAMBÉM AFETA AS NOITES DA CIDADE

Transsexuais também tomam conta de ruas do Primeiro e Sexto Distritos, numa cidade que ironicamente, se mostra conservadora. Ouvida pela reportagem do NDM, a Assistente Social Monica de Jesus Cesário, explicou que falta uma atuação coordenada, uma mapeamento das aéreas para que a Secretária de Assistência Social do Município de Magé possa atuar, criando um programa de capacitação, atendimento psicológico e estudando meios de retirar essas pessoas dessa situação.

— Poucas pessoas querem se sujeitar a esse tipo de situação, a grande maioria faz porque não conseguiu um emprego, porque precisa pagar contas, se a prefeitura conseguir dar uma alternativa, certamente muitas pessoas sairiam dessa vida —, explicou Monica à nossa reportagem.

ORDENAMENTO JURÍDICO E DIREITOS

A atividade das prostitutas não é desprotegida no Ordenamento Jurídico. 

O Ministério do Trabalho e Emprego reconhece a prostituição como ocupação regular, inclusive são contribuintes obrigatórios da Previdência Social por força da Lei nº 8.212/91, sob o número 1007.

Trabalham por conta própria, em locais diversos e horários irregulares. 

Para o exercício profissional requer-se que os trabalhadores participem de oficinas sobre sexo seguro - e o acesso à profissão é restrito aos maiores de dezoito anos.

Elas têm direito, sim, de ir ao lugar marcado e desistir de ter relação. E é lógico que se prostituta marcou o encontro, desistiu e foi obrigada a transar, ela é vítima de estupro!




Por DOUGLAS PROCÓPIO / REDAÇÃO NDM


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