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Governo Federal estuda possibilidade de estender auxílio emergencial

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Integrantes do governo já cogitam a necessidade de ampliar o pagamento do auxílio emergencial, diante das incertezas em relação à duração da pandemia. 

Mas, segundo auxiliares do ministro da Economia, Paulo Guedes, o valor das parcelas adicionais teriam que ser diferentes.

O auxílio é pago a trabalhadores informais, autônomos, desempregados sem seguro-desemprego e microempreendedores individuais (MEIs) que perderam renda com a pandemia, além de beneficiários do Bolsa Família.

A ideia é que o benefício seja prorrogado até dezembro, mas o valor das próximas prestações (setembro, outubro, novembro e dezembro) deve ser menor do que os R$ 600,00 definidos pela lei criada pelo Congresso em abril. Ainda não foi batido o martelo, mas uma das opções é pagar R$ 200,00 nesses meses.

A previsão inicial era que o auxílio fosse pago por três meses, mas a lei do parlamento deu a possibilidade de prorrogação do benefício.

O governo já destinou R$ 254,4 bilhões para o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600,00, num total de cinco parcelas (de abril a agosto). 

A despesa mensal do auxílio está em R$ 51,5 bilhões, e todos os gastos do governo para combater a pandemia e seus efeitos estão sendo bancados com o aumento do endividamento do País.

Para o governo, o "grande nó" é a substituição do auxílio emergencial por um novo programa social, batizado de Renda Brasil, em substituição ao Bolsa Família. 

Há dúvidas se o governo conseguirá tirar o programa do papel até o fim do ano. 

A equipe econômica quer atrelar esse debate a uma revisão de gastos sociais considerados ineficientes. 

Na mira dos técnicos estão gastos como abono salarial, seguro-defeso (pago a pescadores artesanais no período de reprodução dos peixes, quando a pesca é proibida) e farmácia popular.

Além disso, a continuidade do pagamento do auxílio emergencial ajuda a garantir apoio ao presidente, principalmente nos Estados do Norte e Nordeste. 

Contudo, qualquer mudança dependerá de aprovação do Congresso Nacional.


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