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Prefeitura do Rio decide liberar rodas de samba e gera polêmica

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Som do cavaco vai voltar a ser ouvido nas rodas Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo


Após o protestos de músicos contra o veto do prefeito Marcelo Crivella ao retorno das rodas de samba, ao anunciar na quinta-feira (1º) a última etapa de retomada das atividades durante a pandemia, a prefeitura voltou atrás neste sábado e anunciou que nos próximos dias vai publicar no Diário Oficial do Município uma retificação permitindo a volta desse tipo de evento na cidade. 


A decisão foi tomada, segundo o município, por também se tratarem de espaços com música ao vivo. Apesar dessa liberação, os eventos nas quadras de escolas de samba continuam proibidos.

Porém, para receberem as rodas de samba, os locais vão ter que respeitar as chamadas regras de ouro válidas na fase 6B de flexibilização. Elas proíbem, por exemplo, a abertura de pista e espaços de dança. 


Os locais também vão ter de funcionar com capacidade limitada. Em cada mesa deve ser respeitada a ocupação de, no máximo 50%, exceto para o mesmo grupo de pessoas. Todas as pessoas, incluindo artistas e sua equipe vão ter de usar máscaras.

Jefferson Oliveira, o DJ Jeffinho, um dos organizadores da roda da Pedra do Sal, comemorou a nova decisão da prefeitura. 

Segundo ele, a proibição prejudicava não apenas músicos, mas também outros trabalhadores que tiram o sustento do evento, como os barraqueiros, que vendem bebidas e tira-gosto, além de outros envolvidos na produção, como técnicos de som.

—Acho justo já que vai liberar outros setores.Vai beneficiar quem depende desses eventos, respeitando as normas, é claro. 

É algo novo. Teremos de nos adaptar, mas vamos conseguir, assim como outros setores. Vamos procurar nos policiar para não perder essa grande oportunidade, já que são quase cinco meses sem poder trabalhar — disse.

Quando anunciou a última etapa da retomada de atividades, permitindo a reabertura das casas de shows, com limitação de público, e a volta da música ao vivo em bares, sem pista de dança, a prefeitura deixou de fora as rodas de samba e as quadra das escolas. 

A medida gerou protestos de pessoas ligadas ao mundo do samba, para quem o prefeito usou de dois pesos e duas medidas. Já para outros, foi preconceito com os sambistas.

— As rodas são patrimônio da nossa cidade e não poderiam ficar de fora dessa fase, quando os demais eventos foram liberados. 

O prefeito compreendeu a situação dos sambistas e aceitou derrubar o veto, desde que o protocolo de segurança seja seguido — afirmou o vereador e ex-secretário municipal de Eventos, Felipe Michel, ao antecipar a decisão da prefeitura.

Assim como o pessoal das escolas de samba, que enfrenta dificuldades com o fechamento das quadras e dos barracões, os músicos das rodas de samba integram um dos grupos mais atingidos economicamente pela pandemia do coronavírus, por exercerem uma atividade que é considerada como geradora de aglomeração. 

Um levantamento da prefeitura aponta para a existência de 213 rodas de samba em toda a cidade, que geram trabalho e renda para cerca de 4 mil músicos.


As rodas de samba integram o Calendário Oficial das Rodas de Samba Carioca, uma resolução conjunta assinada pelas secretarias de Cultura, Fazenda e Desenvolvimento, Emprego e Inovação, que regulamenta o decreto 43.423, de julho de 2017. A iniciativa teve o objetivo de dispensar a necessidade de alvará e estabelecer locais, datas e horários para esse tipo de evento.

Confira as novas regras para as rodas de samba:

1. Mesas e cadeiras devem ser reorganizadas, respeitando o espaçamento mínimo de dois metros de distância entre elas, conforme determinado no Decreto RIO Nº 47.282.

2. Em cada mesa deve ser respeitada a ocupação de, no máximo 50%, exceto para o mesmo grupo de pessoas.

3. Artistas devem utilizar máscara durante todo o tempo, exceto quando estiverem se apresentando no palco.

4. Todas as pessoas envolvidas no backstage e staff artístico devem usar máscara e demais EPIs necessários à atividade, respeitando a distância de precaução de dois metros, inclusive os músicos que atuarão nos palcos (com exceção para instrumentos de sopro).


Via Extra

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