Menino sumido na Cidade de Deus é encontrado após 6 dias; entenda o que aconteceu com ele - Baixada Viva Notícias

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Menino sumido na Cidade de Deus é encontrado após 6 dias; entenda o que aconteceu com ele

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Menino Kevyn de Jesus ao lado da mãe, Jessica Franco, após ser encontrado pela polícia. Arquivo Pessoal


Após seis dias de intensa procura, o menino Kevyn de Jesus Oliveira, de 9 anos, foi encontrado, na madrugada de domingo, na Vila Sapê, Taquara, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Avistado por um amigo da família, Kevyn foi levado por policiais militares à 32ª DP (Taquara) e, a seguir, encaminhado aos seus responsáveis legais.


Sumido desde a manhã do último domingo, Kevyn foi visto circulando pelas ruas de bairros vizinhos e na orla de praias da região. 

A localização do menino ocorreu após denúncia anônima. De acordo com a família, o menino foi abrigado por um homem, identificado apenas como Patrick. 


Após vigiar o local informado, familiares e amigos resgataram Kevyn e avisaram à polícia.

O resgate de Kevin ocorreu durante as buscas de familiares e voluntários, que, em mutirão há seis dias, percorriam bairros, abrigos e hospitais distribuindo cartazes. 

“É a melhor notícia que uma mãe pode ter. Estava doente e com dificuldades para dormir, há seis dias. Estamos agradecidos a todos que ajudaram nas buscas. Abraçar um filho que estava perdido é algo maravilhoso”, disse, emocionada, a dona de casa Jessica Franco de Jesus, de 28 anos, mãe do menino.


Números- De janeiro a novembro de 2020 foram registrados 3.042 desaparecimentos de pessoas no Estado do Rio de Janeiro, conforme dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). 

O Conselho Federal de Medicina (CRF) estima que, no Brasil, a cada ano, cerca de 50 mil crianças desaparecem. Com variações em cada estado, a recuperação ou o reencontro giram em torno de 75% do total de ocorrências.


Durante as buscas ao menino Kevyn de Jesus, familiares relataram terem sido vítimas de pré-julgamentos e reclamaram do descaso das autoridades. 

“Uma criança pobre da Cidade de Deus é igual a outras em quaisquer circunstâncias. É um desrespeito e total negligência das autoridades legais, quando ignoram suas atribuições e colocam, sob as famílias, a responsabilidade de buscar e até investigar os desaparecimentos. 

Sob a dor da ausência e a angústia da procura, familiares e voluntários que se cotizaram e saíram em busca do menino Kevyn, de apenas 9 anos”, afirma o presidente do Núcleo Social Quilombo, Marcelo da Cruz. que atua em programas sociais na Cidade de Deus e ajudou nas buscas ao menino.

Para a mãe de Kevin, Jéssica Franco, o resgate do menino será um recomeço. “Todos sabem das nossas dificuldades e responsabilidades. Somos julgados por todo mundo. Vou me esforçar mais ainda para dar educação e uma atividade para o meu filho”, desabafa a dona de casa.


Especialista reitera importância da integridade das famílias e do apoio das instituições
Com 25 anos de experiência em casos de desaparecimentos de crianças, Luiz Henrique Oliveira, gerente do Programa SOS Crianças Desaparecidas da Fundação para Infância e Adolescência (FIA), reitera a importância da integridade e apoio incondicional às famílias dos desaparecidos.

Oliveira destaca também a necessidade da participação efetiva das instituições na prevenção e criação de políticas públicas para atenuar possíveis desigualdades durante os procedimentos e aplicação das normas legais.

“Desaparecimentos de pessoas, sobretudo crianças, requer busca imediata e tratamento digno às famílias, independente de classe social ou do CEP em questão. A despeito da necessidade de avanços nas políticas públicas, as atribuições legais já estão estabelecidas. 

Portanto, o atendimento com dignidade e zelo pela integridade das vítimas atenua o sofrimento das famílias. Nosso objetivo primaz é encontrar a criança, sem julgamentos ou moralismo. Após o encontro, acionamos as instituições e direcionamos o atendimento, conforme as demandas detectadas”, explica Luiz Henrique, que já colocou à disposição da família do menino Kevyn a estrutura da FIA para o atendimento social.






Por O Dia



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