Moradores do Morro da Providência acusam PMs de criar 'praça de guerra' e fazem manifestação após a morte de um traficante - Baixada Viva Notícias

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Moradores do Morro da Providência acusam PMs de criar 'praça de guerra' e fazem manifestação após a morte de um traficante

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Moradores do Morro da Providência, no Centro do Rio, acusam PMs da Unidade de Polícia Pacificadora da comunidade de criarem uma "praça de guerra" dentro da comunidade. 




A denúncia ocorre depois da morte de um traficante, no dia 19 de maio, dentro de uma casa na favela, após ele se entregar. Na manhã desta quinta-feira, um grupo realizou um protesto contra as ações policiais.



Por conta da manifestação, a circulação dos trens da Supervia e do VLT foi suspensa por mais de 30 minutos, causando uma enorme dor de cabeça para os passageiros dos transportes.


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"A PM está entrando nas casas dos moradores sem mandados, estão roubando nossas casas. Estão criando uma praça de guerra dentro da nossa comunidade. Eles (PMs) construíram um muro em um local que era uma praça para as nossas crianças brincarem. A gente vive num lugar que precisa de saúde e educação, e os caras entram mandando bala", denunciou um morador.



A aposentada Luzia dos Santos Viana Martins, 60, explicou o que vem acontecendo dentro da comunide.

"Pela constituição, todo mundo tem o direito de ir e vir, mas esses policiais construíram um muro que se tornou uma barricada. 


Todo mundo sabe que dentro das comunidades existem o chamado "poder paralelo", mas não estamos aqui para criticar a polícia e muito menos para defender bandido, queremos apenas o que é nosso por direito. Estão todos com medo. Nós temos medo da polícia, estamos sendo ameaçados", desabafou.

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Cerca de 100 moradores se reuniram com faixas e pediram pela redução da violência na região. Após o ato nas ruas, o grupo subiu a comunidade e se reuniu em uma praça.


"A gente está aqui por conta das covardias que acontecem dentro da nossa comunidade. Estão deixando de prender para assassinar as pessoas", reclama outro morador.








Fonte: Jornal O dia

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