A decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o retorno à prisão de Monique Medeiros e criticou duramente a soltura concedida pela Justiça do Rio.
Segundo o ministro, a liberação da ré violou entendimento da Segunda Turma do STF, que já havia determinado a prisão para garantir a ordem pública e a instrução do processo. Ele destacou a gravidade do caso e o histórico de coação de testemunhas.
“A soltura às vésperas da oitiva de testemunhas sensíveis representa risco à busca da verdade processual”, afirmou.
Gilmar Mendes também apontou que a decisão da Justiça do Rio esvaziou uma determinação da Suprema Corte, caracterizando violação da hierarquia judicial e usurpação de competência.
Para o ministro, os motivos da prisão continuam válidos — e até mais fortes diante de novos fatos. Ele concluiu que a liberdade da ré, próxima a uma nova sessão do júri, coloca em risco a regularidade do processo.



